ASPECTOS GERAIS DO MUNICÍPIO DE PRIMAVERA

A origem do município de Primavera está relacionada, de forma direta, com o município de Capanema e, de forma indireta, com o município de Bragança. Este, ao desanexar parte de sua área patrimonial, deu origem a Capanema. Por sua vez, Capanema cedeu uma fração de seu território para compor o município de Primavera. Assim, também, o município de Salinópolis participou da composição territorial de Primavera, através do Distrito de São João de Pirabas.

O marco inicial do povoamento do município de Primavera remonta ao núcleo de Quatipuru, quando este fazia parte de Bragança, na condição de Freguesia, em 1868. Em 1879, Quatipuru adquiriu autonomia administrativa e passou a ser a sede do Município homônimo, de acordo com o disposto na Lei n° 934, de 31 de julho do mesmo ano.

A transferência da capital municipal para Capanema, em 1919, ocasionou o retorno de Quatipuru à condição de Vila. Em 1938, o município de Quatipuru recebeu a denominação de Capanema, a qual perdura até hoje.

A mais recente tentativa de constituir, novamente, o município de Quatipuru, com território desmembrado de Capanema, data de 1955, segundo a Lei Estadual n° 1.127, de 11 de março, que resultara anulada, devido à inconstitucionalidade decretada, no mesmo ano, pelo Supremo Tribunal Federal. Dessa forma, Quatipuru se manteve como distrito de Capanema, em 1961, quando passou a integrar, no mesmo nível administrativo, a jurisdição municipal de Primavera. Primavera, por sua vez, fez parte de Capanema, desde o início do século, na época em que esse Município se denominava Quatipuru, como povoado.

A categoria de povoação adveio da Lei n° 982, de 22 de outubro de 1906, e a condição de distrito foi-lhe outorgada pela Lei Estadual n°  2.972, de 31 de março de 1938, assim permanecendo até 1961, ano em que adquiriu autonomia municipal.

A Lei Estadual n° 2.460, de 29 de dezembro de 1961, criou o município de Primavera, com território desmembrado de Capanema e Salinópolis. Em 1988, parte das terras de Primavera foi desmembrada para constituir o município de São João de Pirabas, de acordo com o disposto na Lei n° 5.453, de 10 de maio do mesmo ano.

Atualmente, o Município de Primavera é composto pelos distritos de Primavera (sede).

CULTURA

As manifestações religiosas mais importantes do município de Primavera acontecem nos mês de junho São João Batista padroeiro da Cidade, novembro o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, que ficou reconhecido como patrimônio cultural de natureza imaterial para o estado do Pará pela Assembleia Legislativa do Estado em 14 de Dezembro de 2011,  e a Festa de São Benedito. Também merecem destaque as festas populares, do tipo festas dançantes, que acontecem nos finais de semana.. As manifestações culturais mais importantes ocorridas na sede do Município são o Primaverão durante o mes de julho o Forró do calçadão encerrando a quadra junina, carimbó, os bois-bumbás e os pássaros. O artesanato local tem como exemplares os alguidares e potes de barro. Há, também, a fabricação de móveis. O Município não dispõe de equipamento cultural nem de patrimônio histórico de destaque.

ASPECTOS FíSICO-TERRITORIAIS

LOCALIZAÇÂO

O município de Primavera pertence à Mesorregião Nordeste Paraense e à Microrregião Bragantina. A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 00° 56′ 36″ de latitude Sul e 47° 07′ 06″ de longitude a Oeste de Greenwich.

LIMITES

Ao Norte – Município de São João de Pirabas A Leste – Município de Quatipuru Ao Sul – Município de Capanema A Oeste – Municípios de Santarém Novo e Peixe-Boi.

SOLOS

O município de Primavera é representado por solos do tipo Latossolo Amarelo, textura média, e Concrecionários Lateríticos. Outra ocorrência é a de solos Aluviais, além de Indiscriminados de Mangues, na porção litorânea.

VEGETAÇÂO

A cobertura vegetal é constituída, predominantemente, pelas Florestas Secundárias (capoeiras), em diversos estágios de regeneração, que substituíram a cobertura florestal primária de Floresta Tropical úmida, subtipo Densa dos baixos platôs. No litoral, onde ocorre a influência salina do mar, é expressiva a vegetação de mangue às margens dos pequenos rios, incide a mata ciliar ainda preservada e trechos de várzea com sua vegetação típica de espécies ombrífilas dicotiledôneas e palmeiras.

PATRIMÔNIO NATURAL

A alteração da cobertura vegetal NATURAL, verificada por trabalho realizado com imagens LANDSAT-TM, do ano de 1986, era de 55,61%, distribuídos em florestas e manguezais, onde, principalmente, devem-se realizar trabalhos ecológicos para garantir a sobrevivência desse ecossistema litorâneo.

TOPOGRAFIA

A topografia acompanha a simplicidade de suas formas de relevo, apresentando, na sede, uma cota de, aproximadamente, de 10 metros de altitude, nível altimétrico que predomina em quase a totalidade de seu território.

GEOLOGIA E RELEVO

A estrutura geológica do Município está representada por sedimentos do Terciário (Formação Barreiras) e Quaternário Atual e Subatual. Há, entretanto, ocorrência da Formação Pirabas, do Mioceno Inferior, constituída por calcários e mangues subjacentes à Formação Barreiras.

O relevo do Município se identifica com a estrutura geológica na sua simplicidade, representado por tabuleiros aplainados, terraços e várzeas, que estão inseridos na unidade morfoestrutural Planalto Rebaixado da Amazônia (Região Bragantina), caracterizado por áreas dissecadas em colinas de topo aplainado, com vales pouco profundos, e na planície flúvio-marinha, “regiões de rias” e mangues.

HIDROGRAFIA

Os principais acidentes hidrográficos do Município são o rio Quatipuru, que serve de limite NATURAL, a leste, entre o município de Primavera e o Município de Bragança; os rios Japerica e Primavera, que fluem para Baía de Japerica (um dos rios que pertence à porção semi-litorânea do Município), sendo que o primeiro serve de limite noroeste entre Primavera e São João de Pirabas, e o segundo banha a sede municipal. Ao sul, o rio Jaburu e Vala do Basílio limitam Primavera com o município de Capanema.

CLIMA

O clima do Município é do tipo AW I, da classificação de Koppen, apresentando reduzida amplitude térmica e índice pluviométrico anual de cerca de 2.100 mm. Desta pluviosidade, 90% distribuem-se nos seis primeiros meses do ano. Apresenta, assim, excedente hídrico anual, entre fevereiro e junho, e deficiência hídrica, entre agosto e dezembro.